CIDADES HISTÓRICAS DA CHAPADA DIAMANTINA BAHIA BRASIL - GUIA DE TURISMO E ECOTURISMO

Ibicoara é um município da Chapada Diamantina onde a natureza está sempre mostrando sua sabedoria. Ibicoara foi emancipado em 1962 desmembrado do município de Mucugê. Podemos perceber as mais belas renovações das florestas, rios e paisagens dessa terra que nos proporciona uma vida tranquila e de elevação espiritual. O município está localizado a sudoeste da Chapada Diamantina no estado da Bahia. A  temperatura média anual é de 19,5º,  deixando o clima próprio para o cultivo do café e diversas outras culturas além da grande diversidade de plantas nativas e animais silvestres. A região possuem muitos rios e nascentes distribuídos em todo território do município. Entre os rios mais importantes destaca o Rio Paraguaçu que atravessa o município, forma a barragem do Apertado com 40 km de extensão no Distrito de Cascavel, irriga as plantações de hortifrutigranjeiro e segue passando pelos municípios de Mucugê, Itaetê, Andaraí, Nova Redenção e outros até desaguar na Baia de Todos os Santos em Salvador. O Rio de Contas passa pela divisa oeste seguindo em sentido sul passando por varias cidades do estado até desaguar em Itacaré no litoral Baiano, onde forma algumas praias de água doce. O rio Sincorá nasce perto da cidade e é um dos rios perene mais  importantes de Ibicoara, abastece outros municípios e é afluente do rio de Contas. O Rio Santo Antônio nasce perto da cidade entre as serras do Sincorá, passa pela região do campo redondo, deságua na cachoeira do Licuri com quase 100 metros de altura e segue o percurso até o encontro do rio Riachão das Pedras vindo do Buracão. Entre outros rios destaca também os  que deságua na cachoeira do Buracão: Rio Mucugezinho, Rio Jiboia, Rio julião, Rio Riachão, Rio Véu de Noiva e outros não perene que forma em épocas de chuvas. O rio Preto nasce perto da Serra da Batava o segundo pico mais alto do Parque Nacional da Chapada Diamantina e junta com pequenos afluente. Atualmente é desse rio a água que abastece a cidade de Ibicoara. Nesse rio está a cachoeira do Rio Preto com mais de 50 metros de altura localizada no vale do ribeirão. Entre outras inúmeras nascentes o município possui água em abundancia através dos lençóis subterrâneo. Na região do campo redondo  por exemplo pode encontrar água no subsolo a profundidades de 8 metros ou mais a depender do local.

Encontra pousadas na Chapada Diamantina em todas  cidades da região. As pousadas em Ibicoara fica no centro da cidade, algumas fica afastado do centro. Uma empresa da região produz um livro intitulado: Guia turístico da Chapada Diamantina, o guia Chapada se encontra em todas cidades da Chapada Diamantina
A produção de café tem sido a base da economia de Ibicoara, mas atualmente a produção de hortifrutigranjeiro no distrito de Cascavel está superando o café, respondendo por 70% da economia municipal.
Ibicoara faz limites com os municípios de Mucugê e Andaraí ao norte, A oeste o município de Jussiape e Abaíra, a leste com o município de Iramaia e ao sul com o município de Barra da Estiva um dos que mais cresce na região sul da Chapada Diamantina.
A diversidade de solos também é uma grande riqueza, uma vez que propicia todos  tipos de culturas e até exploração de minero. Outras áreas  ainda está intocável e não pode ser exploradas por que está dentro da área do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
 Além do café, uma grande variedade de culturas é produzido no município: Laranjas, bananas, manga, abacaxi, mamão, soja, milho, maçã, lima, jaca, caki, maracujá, mandioca, enfim qualquer tipo de frutas e hortaliçe pode ser produzidas em Ibicoara. O município é hoje o maior produtor de hortifrutigranjeiro do norte e nordeste do Brasil. A produção é escoada para grandes capitais: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo horizonte, Recife e outras. Muitas pessoas nativas e imigrantes já estão fazendo alguns cultivos orgânicos para consumo próprio e pra comercializar na feira livre da cidade. Outros estão  despertando essa nova consciência das culturas orgânicas devido os variados benefícios que os alimentos orgânicos trás a vida das pessoas.
Antes da povoação, a mata atlântica se estendia em uma vasta área do território do município. Com a chegada dos primeiros habitantes houve a necessidade de fazer uso da terra para o plantio e pecuária, a partir daí começou a devastação da mata atlântica e outras. Hoje só pode observar alguns trechos dessas matas e não pode ser mais derrubadas e os órgão ambientais já estabeleceu regras de proteção das que ainda existe e recuperação das matas degradadas, rios e nascentes.
Aqui está  algumas das cachoeiras mais lindas do Brasil: cachoeira do Buracão, Cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Penedo, Licuri, Véu de Noiva e outras também muito importantes em toda Chapada Diamantina. Nem só as lindas cachoeiras, mas também Serras fascinantes, montanhas, florestas e rios compõe esse conjunto arquitetônico formado pela divina natureza. Não deixe de visitar as lindas trilhas de Ibicoara e Chapada Diamantina.
Com a descoberta das mais lindas cachoeiras na década de 90, o turismo ecológico começou a desenvolver de forma lenta e hoje já pode observar um avanço nas áreas de hotelaria, roteiros turísticos e uma nova consciência de turismo sustentável. A cada ano aumenta o fluxo de pessoas que chega na cidade para visitar as belezas naturais, buscar tranquilidade, observar animais e plantas, etc.
A região de Mundo Novo em Ibicoara é uma grande produtora de cana de açúcar. Na mesma região está  localizado alguns alambiques artesanais, onde é feita a cachaça brejão e está em andamento os processos para fabricação da rapadura e açúcar mascavo.
A região  de Pau Ferrado e Aranquan em Ibicoara se destaca na produção de café orgânico. As lavouras é  certificada e já teve visitas de representantes da Embrapa e estudantes de agro ecologia. Atualmente esse café orgânico é vendido em Salvador, cidades da região e exportado para alguns países da Europa especialmente a Itália. Com o aumento do turismo ecológico, Ibicoara é hoje um grande potencial para quem deseja construir pousadas, comércio ou desenvolver atividades nas áreas de culturas orgânicas e reflorestamento
Em outras cidades da Chapada Diamantina a atividade na área de ecoturismo começou a mais de vinte anos, principalmente em Lençóis, Rio de Contas, Mucugê, Andaraí, Palmeiras e outras.
Muitos visitantes  que vem visitar as belezas de Ibicoara completa o roteiro conhecendo outras atrações da região: Vale do Capão em Palmeiras, Vale do Paty em Mucugê, Poço Encantado em Itaetê, Poço Azul em Nova Redenção, Pratinha, gruta da Torrinha, Gruta Azul e Lapa Doce em Iraquara, Rio Marimbuns em Andaraí, Morro do Pai Inácio e Morrão em Palmeira, Cachoeira da Fumaça em Vale do Capão, E algumas cachoeiras em Lençóis e as cidades históricas da região. Em Mucugê pode visitar a cidade histórica, o Projeto Sempre Vivas, Museu vivo do Garimpo, Museu da cidade e cemitério em estilo bizantino.
A Chapada Diamantina é considerada um dos lugares mais importantes do Brasil e do mundo para a prática do turismo ecológico e outras atividades de contemplação e tratamentos com meios naturais.
O acesso a Ibicoara, como chegar em  Ibicoara:
Saindo de Salvador pela BR- 324 até Feira de Santana (110 km), seguindo na direção de Vitória da Conquista pela BR 116, após 72 km deixar essa rodovia. Dobrar à direita antes da ponte sobre o rio Paraguaçu, pela BR 242 até Itaberaba (85 km), mais 80 km até o posto da Policia Rodoviária Federal, aí dobrar a esquerda no sentido Andaraí e Mucugê, pela Ba 142. Percorrer 90 km até Mucugê. De Mucugê até Ibicoara são 80 km pela BA 142, incluindo o trecho de 16km do entroncamento até a cidade pala BA 900.
Para quem vem para Ibicoara pela direção sul da Chapada passando por  Vitória da Conquista, vai sair da Cidade em direção à Anagé a 50 km, seguir até Suçuarana e pegar a BA 142 . Depois é só seguir viagem passando pelas cidades de Tanhaçu, Ituaçu, Barra da Estiva e depois andar mais 43 km até a cidade de Ibicoara. Da cidade de Vitória da Conquista a Ibicoara são cerca de 220 km.
Outra opção é sair de Salvador pela BR- 324 até Feira de Santana (110 km), andar 3 km pela BR 116, dobrar à direita na estrada do feijão no sentido Ipirá, (100 km) até Itaberaba,(76 km) mais 80 km até o posto Policia Rodoviária Federal aí dobrar a esquerda no sentido Andaraí e Mucugê. Pela Ba 142 percorrer 90 km até Mucugê.
Ônibus
O visitante poderá utilizar a viação Aguai  Branca, a única que faz o roteiro Salvador a Mucugê. O passageiro tem à sua disponibilidade o ônibus que parte de Salvador todos os dias, às 8 horas e as 20 horas 30 minutos, além dos carros extra, sempre na alta estação. A viagem dura cerca de 8 horas.
Disque Águia Branca
0800 725 1211         
Sejam bem vindos a Ibicoara e região!
Ibicoara Bahia Localização do município no estado, mais  informações
Caracterização do território
Área: 977 km²
Densidade Demográfica: 16,23 hab./km²
População: 15.856hab (IBGE 2007)
Altitude da cede: 1.027 metros
Ano de instalação: 1.962
Distância à Capital: 520 km
Microrregião:  Seabra
Mesorregião: Centro Sul Baiano
Território: Chapada Diamantina
 
 A Chapada Diamantina
A região da Chapada Diamantina é composta por 33  município, abrangendo uma superfície de 41.994 k², engloba os município da região central da Bahia, com um perfil  fisiográfico relativamente homogêneo e características históricas, econômicas, sociais e culturais semelhantes.
 
O Parque Nacional da Chapada Diamantina é guardião de muitas riquezas naturais, ocupando cerca de 152 mil hectares, um dos maiores Parques de Preservação do país.
 
Em 1985, através do Decreto Nacional n?91.655, foi criado o Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) para a preservação das belezas cênicas do local. Porém, o grande objetivo da manutenção do parque está na preservação das suas nascentes e de um banco genético importantíssimo para a pesquisa científica e para a conservação da biodiversidade. De acordo com o coordenador da unidade de conservação, Christian Liel Briilintk, foram catalogadas no Parque 200 espécies vegetais endêmicas e 50 animais. Atualmente o PNCD é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental, uma autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente, que trabalha exclusivamente em prol das áreas de preservação e possui duas linhas básicas de atuação: a fiscalização e a pesquisa.
 
Porém, a conscientização da população também tem sido uma das frentes de trabalho realizadas em parceria com os movimentos ambientalistas. Nos últimos anos, a sociedade civil tem se organizado significantemente para a proteção do lugar. Um dos exemplos está no GAP (Grupo Ambientalista de Palmeiras) e no GAL (Grupo Ambientalista de Lençóis). Além do apoio dado pelas 14 brigadas voluntárias e pelas ACVs (Associações de Condutores de Visitantes) espalhadas pelos municípios ao redor do parque. Junto a órgãos públicos como o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), uma das ações do instituto tem sido a regularização fundiária. Fazendeiros e até comunidades tradicionais estão desapropriando o local, de forma pacífica, para contribuir com a sua preservação.
 
 
Ibicoara
A cidade de Ibicoara localiza-se, no Estado da Bahia, na Chapada Diamantina Meridional, região sudoeste da Bahia. Faz parte da mesorregião geográfica Centro Sul Baiano e pertence a microrregião geográfica de Seabra, com área de 977 km². Embora sua origem não esteja diretamente vinculada às larvas auríferas ou diamantinas, teve a sua área historicamente ocupada a partir dos caminhos dos tropeiros, movimentando cargas, durante os mais diversos ciclos da economia regional.
 
Sob as coordenadas geográficas, Latitude 13° 24’S e longitude 41°  17’ W, a Cidade de Ibicoara está situada a uma altitude de mais ou menos 1.070 metros acima do nível do mar. Sendo que, o ponto Máximo do município é de 1.610 metros e o mínimo é de 510 metros. Faz limites ao norte com Mucugê e Andaraí, ao sul com Barra da estiva, ao leste com Iramaia e ao oeste com Jussiape
 
Está distante 520 km da capital do estado e há 220 km de vitória da Conquista. O acesso se faz através das BA 900, BA 142, e BR-242, além de estradas vicinais por municípios vizinhos.
 
 Município de Ibicoara
 Distância
 Condições estradas:
1
Iramaia
74 km
Não asfaltada
2
Barra da Estiva
43 km
Asfaltada
3
Mucugê
81 km
Asfaltada
4
Andaraí
153 km
Asfaltada
5
Jussiape
72
Não asfaltada
 
Caracterização física
Relevo
Relevo pediplano central da Chapada Diamantina, encostas orientais da Chapada Diamantina e pediplano sertanejo.
O seu relevo é marcado pela Serra do Sincorá, que integrando grande parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina, encerra atributo ecológico, ambientais e cenário natural de grande  beleza cênica.
Geologia
Há ocorrência minerais de diatomita, sendo explorado  regularmente, cristais de quartzo, ouro e diamante em forma de garimpo.
Solo
Apresenta de solo latosolo vermelho-amarelo álico dstrófico, solos litólicos distróficos, podzólico vermelho-amarelo eutrófico, podzólico vermelho Amarelo distrófico, vermelho-amarelo álico.
Clima
Apresenta tipo climático, seco e sub  úmido, e úmido a sub úmido, com temperatura média anual de 19.5°C; máxima: 23.5°C; mínima: 14.9°C. Período chuvoso: Novembro a Janeiro e março a Julho. Pluviosidade anual (mm): 1179; máxima: 1868; mínima: 683. Risco de seca: Médio.
Hidrografia
Ibicoara pertence as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu e Contas. Na verdade o município é um divisor de águas entre as citadas bacias, pois o rio Paraguaçu tem sua trajetória rumo ao norte e o rio Sincorá tem sua trajetória rumo ao sul desaguando no rio de Contas no município de Barra da Estiva. Seus rios principais são, portanto o Paraguaçu, o Sincorá e o rio de Contas na extremidade oeste do município, há ocorrência de água subterrânea em abundância e de boa qualidade, com vários poços artesianos perfurados e em atividade, no total, existe 17 barragem, destas, 11 concentram-se na cede do município e 6 são particulares e estão situadas no distrito de cascavel. Ressaltamos que o município de Ibicoara juntamente com: Piatã, Barra da Estiva, Iramaia e Mucugê se constituem na “caixa d’água da Bahia”, pois, só o Rio Paraguaçu abastece mais de 6 milhões de baianos.
 
Zoneamento das bacias.
A região da Chapada Diamantina é divisor de águas entre a bacia do São Francisco e as  sub  bacias que verte diretamente para o litoral. Nesta situação encontram-se as  sub  bacias do Paraguaçu e a sub bacia do Rio de Contas.
 
Caracterização da  micro bacia do Rio Santo Antônio
No município de Ibicoara, mais precisamente na área do Parque, encontra-se no curso e nas margens do Rio Jiboia e seus córregos, a micro bacia do Rio Santo Antônio, da bacia do Rio Paraguaçu.
 
São abundantes os recursos hídricos superficiais que drenam em nascentes, córregos e riachos em direção ao Rio Jiboia. Sitiando-se na escarpa oriental da Serra do Sincorá, de onde declividade  abrupta se precipitam, multiplica-se as nascentes aflorando águas que correm subterrâneas por largas chapadas de altitudes maiores.
 
 Caracterização das bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu e Sincorá.
A chapada Diamantina apresenta um  grande números de nascentes, que contribuem para formar o Rio de Contas e Paraguaçu, cujas bacias estão inseridas integralmente no estado da Bahia, além de formarem as bacias dos rios Paramirim, Salitre e Jacaré tributários da margem direita do Rio São Francisco. O Parque Nacional da Chapada Diamantina – PNCD está integralmente inserido na bacia do Paraguaçu, apresentando um número considerável de micro bacias em seus limites.
 
A bacia do Paraguaçu abrange aproximadamente 55.300 km. Suas  nascentes estão localizadas no município de Barra da Estiva, nas coordenadas UTM 24L 0241731 e 8496919, a cerca de 1200 metros de altitude. Sua foz situa-se na bacia de Iguape, a qual está ligada a parte oeste da bacia de Todos os Santos. Esta bacia hidrográfica é  dividido em alto, Médio e Baixo Paraguaçu. O Alto Paraguaçu, com cerca de 12.860 km², estende-se por 22 municípios, dos quais  5 abrange o Parque Nacional da Chapada Diamantina – PNCD (Mucugê, Ibicoara, Andaraí, Palmeiras e Lençóis). Os principais afluentes do rio Paraguaçu, neste trecho, são o Rio Santo Antônio, o rio Utinga e o Rio Preto. O médio e o baixo Paraguaçu ocupam 42.457 km², abrangendo 55 Municípios, dos quais apenas Itaetê tem parte de seu território englobado pelo Parque Nacional. Na região próxima ao PNCD, o principal afluente deste trecho da bacia do Paraguaçu é o Rio de Uma.
 
 Características das Bacias Hidrográficas do Município de Ibicoara  
O município de Ibicoara é representado por duas bacias: Paraguaçu e Rio de Contas e seus afluentes e subafluentes.
Especificação das bacias: Em Ibicoara o Rio Paraguaçu corre do sul ao norte, Tenho como  sub bacias o Rio Riachão com afluentes próprios, desaguando no Paraguaçu na margem esquerda do Rio ao lado norte do município e sub bacia o Santo Antônio que nasce ao sudeste do município e deságua e deságua na sub bacia do Rio Espalhado formado por afluentes próprios. Rio Mucugezinho, Riachão, Julião, Rio Jiboia e inúmeros córregos e riachos da região formando o Rio Espalhado que compõe o Parque Natural Municipal do Espalhado, desaguando nas cachoeiras do Buracãozinho, Cachoeira das Orquídeas, Cachoeiras do Recanto Verde e o Buracão, esta última é considerada uma das  mas  lindas do Brasil e é um dos melhores pontos turísticos da Chapada Diamantina.
 
O segundo encontra-se com o Rio Santo Antônio, formando o Rio de Uma, afluente do Paraguaçu. Os: subafluente, formam inúmeros riachos e córregos que deságua nos rios afluentes do Paraguaçu.
 
Tem origem no município de Piatã a bacia do Rio de Contas, que faz divisa pelo lado oeste de Ibicoara, com os municípios de Jussiape e Abaíra, passando no sentido norte sul por Ibicoara. Formado por sub  bacias e afluentes, da origem a sub bacias do Sincorá que nascem no centro do município de Ibicoara, desce ao sul e recebe o volume das águas dos Rios do Macaco, Rio Preto e inúmeros outros rios e riachos que deságuam no Sincorá.
 
Nascentes e Principais afluentes localizadas no município
O potencial hídrico de superfície representado pelos rios perenes: Utinga e seus afluentes, Baiano e das Lages ou cachoeirinha, Santo Antônio e o Baixo curso de seus formadores, Cocho e Preto, Paraguaçu desde próximo as  cabeceiras, com seus tributários Riachão e Capãozinho; Rio de Contas; Água Suja e Sincorá.
 
Drenando quase  todos cursos d’água da região da Chapada, os córregos rios e riachos destas sub bacias, em seus caminhos, formam lagoas, caldeirões e principalmente cachoeiras: pequenas, grandes, altas e baixas. As cachoeiras estão presentes em todos os recantos da Chapada. As formações geológicas, em escarpas abruptas, grotões, falhas e fraturas, facilitam a conformação de caminhos tortuosos por  onde as águas vão conformando um patrimônio hidrogeomorfológico de alta singularidade.
 
Monumentos naturais – cachoeiras, lagos  naturais
O município de Ibicoara possuem  uma diversidade de monumentos naturais, muitos ainda não catalogados e pouco divulgado. Na maioria das localidades da zona rural principalmente na área do Parque existem rios, cachoeiras, nascentes além dos mananciais hídricos, tem também a vegetação e a riqueza da fauna. Sendo que o maior deles é a Serra do Sincorá que contorna toda cidade.
 
Dentre as muitas belezas naturais, destaca-se a cachoeira do Buracão, Cachoeira do Recanto Verde, cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Licuri, Cachoeira do Rio Preto, O rio Espalhado, os Canions, cachoeiras das Raízes, o Lago do Baixão, Cachoeira do Véu de Noiva e muito mais.
 
Vegetação
A região da Chapada Diamantina representa uma grande diversidade de ambientes, refletindo-se na composição de sua fauna, extremamente rica e complexa, com muitos endemismos (conceição 2003; Harley e Giulietti, 2004). O município de Ibicoara, particularmente, é uma região com um alto índice de diversidade, no entanto, a vegetação que mais se destaca se não em extensão, mas pelas características ímpares, são os campos rupestres, em afloramentos rochosos, com solos extremamente rasos, de rápida drenagem e infiltração, ao longo de ambas as margens do Rio Jiboia, enquanto que a medida que delas nos afastamos – a cerca de 50 metros de suas margens, ocorre uma transição para uma vegetação em ecótono, com características de serrado e caatinga.
 
Sua vegetação caracteriza-se por ser gramíneo-lenhosa, com floresta de galeria e cerrado, contato serrado-floresta estacional, refúgio ecológico, montanha, floresta semi  decidual Montana, caatinga arbórea densa com palmeiras, contato caatinga-floresta estacional, contato cerrado-caatinga.
 
A rigor, a comunidade vegetal da região não pertence a nenhum domínio fitogeográfico definido, sendo mais bem classificada como um mosaico de vegetação mista. A vegetação é constituída quase exclusivamente por espécies endêmicas pertencentes a gêneros cosmopolitas; Isso evidencia o isolamento remoto a que foi submetida bem como a evolução que sofreu no sentido de adapta-se para sobreviver nesse ambiente ecológico especial, onde a alta luminosidade, a variação diária da temperatura e a baixa capacidade de retenção de água tiveram influencia seletiva marcante.
 
Biomas Encontrados
Em Ibicoara a área especifica proposta para o Parque Natural Municipal do Espalhado é típica na transição entre caatinga, Cerrado com formações características de mata Atlântica, tanto em grotões, quanto em Vales, onde se encontra árvores altas, matas densa  e espécies típicas de mata atlântica, enfatizando a presença, em uma área reduzida, de três importantes biomas brasileiros: Vale ressaltar que encontramos ainda campos de altitude nas encostas e pradarias da Serra do Sincorá.
 
Segue abaixo os seis grandes biomas que compõem o território brasileiro. Há quem fale em sete, com inserção de certos ambientes litorâneos. Há ainda que fale em oito, com a inclusão do território brasileiro na Antártida. Porém, aqui citamos apenas os oficiais:
 
Biomas Continentais Brasileiros
Área Aproximada (km²)
Área / Total Brasil
 
Bioma AMAZÔNIA
4.196.943
49,29%
 
Bioma CERRADO
2.036.448
23,92%
 
Bioma MATA  ATLÂNTICA
1.110.182
13,04%
 
Bioma CAATINGA
844.453
9,92%
 
Bioma PAMPA
176.496
2,07%
 
Bioma PANTANAL
150.355
1,76%
 
Área Total do Brasil
    8.514.877
   
Aspectos Históricos da Chapada Diamantina
Evolução histórica
Durante todo século XVIII, estabelece-se intenso fluxo migratório da própria Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, com a fundação de vilas, expansão da atividade pastoril, criação de casas de fundição, etc., dinamizando a economia regional e intensificando laços inter-regionais. O ciclo do ouro durou quase um século.
 
Com o esgotamento do ouro de aluvião, encerra-se o ciclo do ouro, iniciando-se o ciclo do diamante.
 
O ciclo do diamante, em seu auge, foi farto e rico, mas rápido. Durou apenas um  quatro de século, porem, o suficiente para redefinir a organização do espaço na Chapada Diamantina, forjar fortunas e poder, criando uma ‘’aristocracia dos coronéis”.
 
A concorrência internacional da África do Sul foi a maior responsável pelo declínio da atividade mineradora da Chapada, a que se seguiu a decadência e a estagnação econômica de toda região. Seguiram-se ainda, adentrando pelo século XX, pequenos ciclos mineradores, de chumbo, quartzo, e pedras semipreciosas, mas sem  grandes significado no que tange ao processo de ocupação e dinamização econômica e social.
 
A retração econômica acabou por jogar uma pequena produção de alimentos e produtos da agropecuária na decadência e subsistência. Algumas outras regiões mantiveram-se como exploradoras de algodão e café, em menor escala. A pecuária bovina expansiva ocupou o vale do Rio Paraguaçu e pequenos grotões férteis especializaram-se na cana-de-açúcar, alguns destes passando a produzir aguardentes, que ganharam fama na Bahia mesmo no exterior. Com a estagnação econômica veio o refluxo migratório, surgiram cidades fantasmas e consolidou-se uma população predominantemente rural, com indicadores sociais críticos, exclusão e indigência.
 
No decorrer dos anos 70, do século passado, com a construção das rodovias federais BR – 116 e principalmente, a BR-242, verificaram-se impactos portadores de mudanças regionais, que irradiaram para fora da Chapada Diamantina, em função da conexão coma região Oeste e o Planalto Central do País, possibilitando o escoamento da produção de grãos dos cerrados, e subsidiariamente, o desenvolvimento do turismo interno.
 
A atividade mineradora, basicamente de aluvião e mais tarde em jazidas localizadas, aliada a reduzida expressividade da agropecuária, assegurou, em certa medida, que até os dias atuais permanecessem grandes áreas intocadas, de conservação plena e de grande diversidade e endemismo, como o típico caso da serra úmida, que demonstra grande expressividade, no Espalhado, nas corredeiras do rio Jiboia, região cuja área mais próxima criou-se  o Parque Natural Municipal do Espalhado onde está localizado a cachoeira do Buracão.
 
A geomorfologia, com suas alturas, escarpas; grotões, vales e grutas; nascentes, rios, riachos, córregos, corredeiras e cachoeiras, abrem o espaço, hoje, para a imaginação esportivo-aventureira. Sítios históricos e arqueológicos. Folclore e cultura. Pinturas Rupestres e fosseis de megafauna. Lutas históricas, coronelismo, tradição e exuberância natural vieram se juntar as atuais tendências  do culto místico e exotéricos  da natureza,  completando um quadro singular de inserção desta região no circuito turístico nacional.
 
Aspectos Históricos do Município de Ibicoara
Regionalização
Micro Região Homogenia: (023)  Seabra
Região de Planejamento: (005) Paraguaçu
Região Administrativa: (019) Brumado
Região Econômica: (012) Chapada Diamantina
Legislação Político/Administrativa
Lei de criação: Lei Estadual, n° 1740.
Data: 20/07/1962 – Diário Oficial: 26/07/1962
Lei Vigente: n° 1740
Município de Origem: Mucugê
Topônimo Anterior: São Bento
Limites: Barra da Estiva, Jussiape, Abaíra, Andaraí,  Iramaia
Prefeito da época: Senhor,  Adelviro Azevedo Costa
 
Tiponímia
Ibicoara, nome indígena que significa Barro Branco para uns e Cova Terra para outros, inicialmente Vila São Bento, em seguida povoado de Igaraçu, posteriormente Distrito Ibicoara até tornar-se município.
 
Origem
A cidade de Ibicoara que hoje abriga a cede municipal surgiu como rota de tropeiros que acessavam Poe esta via, com seus animais de carga levando mercadorias para vender nas cidades vizinhas, durante os mais diversos ciclos da economia regional.
Ao tropeiros  ao chegar às margens dos rios pousavam para descansar e depois segui viagem, estimulando assim a criação de povoados, vilas e fazendas.
Inicialmente foi denominado de Vila São Bento pertencente ao município de Mucugê, em seguia, assumiu a condição de povoado, recebendo o nome de Igaraçu. Por volta de 1941 tornou-se distrito, tendo o nome mudado para Ibicoara, nome indígena.
Em 20 de Julho de 1962 ocorreu a emancipação política, sendo desmembrado do Município de Mucugê, através da lei Estadual 1.740/62.
Os primeiros moradores foram: Senhor Antero Aguiar, Militão Ribeiro Guimarães e Nenca. O primeiro prefeito foi o Sr Adelviro Azevedo Costa.
 
 Distrito de Cascavel
O Distrito de Cascavel está localizado na Chapada Diamantina meridional, região centro sul da Bahia, com altitude de 1.130 metros acima do nível do mar e 420 km². Limita-se ao norte e ao Oeste com Mucugê, ao sul com o povoado de Cerqueira, a Leste com o povoado de Lagoa Encantada. A distancia para a cede é de 24 km pela estrada de chão e, 39 km pelo asfalto, 510 km para a capital do Estado e 226 km para Vitória da Conquista. O município mais próximo e de maior importância econômica é Barra da Estiva, a 45 km.
 
A história de Cascavel tem início em 1888, quando o coronel Augusto Landuflo Medrado, que morava na fazenda Ibicoara mandou seus escravos efetuar um desmatamento, o qual não foi possível, pois cada moita que cortava aparecia uma cobra cascavel. No período de três dias de trabalho mataram 106 cascavéis. Não sendo possível continuar o desmatamento, os trabalhadores retornaram a Fazenda do Coronel, contou-lhe a história, o qual não acreditou e mandou um chefe para averiguar o qual constatou a veracidade da historia, justificando assim a denominação do Distrito.
O crescimento foi lento. Em 1894, era uma pequena vila com dezoito  residência, uma farmácia, uma loja de tecidos e cinco vendas.
Nesta época Cascavel chegou a ser cotado para ser a capital da Bahia e até do Brasil, acreditava-se que o local era apropriado para a implantação, devido ao terreno plano. Após a avaliação dos topógrafos e dos engenheiros enviados para realizarem o estudo de viabilidade técnica,  estes constataram que quantidade de água era insuficiente para abastecer uma capital.
Cascavel  possuíam um cartório o qual em 1962, com a emancipação política do Município de Ibicoara, lideranças políticas levaram o mesmo para a cede de Ibicoara no ano de 1963.
Em agosto de 1993, foi publicado no diário oficial o Decreto 77/90, que criou o Distrito de Cascavel-Ibicoara. Esse acontecimento permitiu a Cascavel ter uma quantidade maior de benefícios.
Atualmente Cascavel excede em número de habitantes a cede do Município, decorrente da continua migração de cidades do Estado da Bahia e demais Estados, este número aumenta ou diminui de acordo com a rotatividade da população, salientando que os “nativos” somavam apenas 400 habitantes nos anos 89/90.
O Distrito é um polo de desenvolvimento agrícola, carente de serviços básicos, em geral, o comercio está voltado essencialmente para alimentação e vestuário. De domingo ocorre uma intensa movimentação de trabalhadores, caminhões, carros, motos, ciclistas essa dinâmica competitiva faz com que a maioria dos moradores tenha um estilo de vida  mas voltada para o trabalho em detrimento do lazer, postura muitas vezes reforçada por falta de opção de lazer.
 
Caracterização do Polo Agrícola de Cascavel
A primeira cultura agrícola a ser explorada comercialmente na região foi o café de sequeiro, o qual se caracterizou como de agricultura familiar. Depois vieram as oleorícolas com a já expressiva produção e a fruticultura, especialmente as de clima temperado em menor escala.
A produção de hortifrutigranjeiros e o plantio de oleorícola tiveram o inicio por volta de 1989/190 com a cultura da batata inglesa e hoje já são   mas de 4,500 hectare. Abrangendo mais de 10 espécies e gerando uma produção de ordem de 162.000 t/ano, sendo Cascavel o maior produtor de batata para consumo da região Norte e Nordeste do  Brasil
A viabilização deste novo polo agrícola é resultado de um conjunto de fatores. Primeiramente o micro clima que proporciona temperaturas amenas durante todo o ano, sem o perigo das geadas que ocorrem no sul do país, outro grande diferencial competitivo da região é a possibilidade de se cultivar de janeiro a dezembro, numa região do semi   árido, topografia favorável, solos profundos e de boa drenagem e construção de barragem (Barragem do Apertado Mucugê-Cascavel) para fins de Irrigação.
Estas características permitiram a implantação do modelo de fazenda – empresa para uma produção com economia de escala, a localização geográfica considerada bastante positiva para o escoamento da produção e futuras exportações sob o aspecto logístico, outro ponto que merece destaque foi a construção da  infra  estrutura  básica de estradas, barragens de grandes porte e a eletrificação.
Reunidos  todos fatores  citados a cima criou-se as condições necessárias para a iniciativa privada investir e estudos revelam um grande potencial a ser explorados.
 
 Capão da Volta
Origem
Há controvérsias sobre a origem do nome Capão da Volta. Senhora Cândida Mandú Aguiar que nasceu em Capão da Volta em 04/08/1922, e morou no lugar PR 22 anos, hoje reside em Cascavel, afirma: meus avós diziam que havia um capão de mato muito grandes e para chegar nas  casas que havia no lugar na época, era preciso da uma volta nesse capão. Quando chegavam  alguém que não conhecia a região e pedia informações de como chegar nas casas, as pessoas logo diziam – ‘tá vendo aquele capão? Ccê da a vorta nele e depois Ce avista as casas”. Ficou sendo um ponto de referencia do lugar e assim o lugar ficou como Capão da Volta.
A outra história da origem do nome Capão da Volta foi contada pelo senhor Ângelo Silva e ele afirma: “nos anos de 1925, uns tropeiros viajavam com suas tropas, e um desses tropeiros tinha um compadre nesse lugarejo, quando os tropeiros passavam o compadre o convidou para um almoço, lhe oferecendo assim um frango, o tropeiro lhe respondeu: Guarda o capão pra nos comer na Volta. Na volta os tropeiros não passaram no lugar. O tropeiros  chateado contava a todo a sua decepção por ter guardado o Capão e os tropeiros não apareceram, tanto repetiu a história que todos já diziam lá vem ele contar a história do capão que não Fo comido na Volta” Ao se tentar contar a verdadeira história da origem do nome do lugar, todas as pessoas entrevistadas contavam uma das duas versões a cima.
Hoje a população de Capão das volta é mais ou menos 800 pessoas, e o padroeiros  do lugar é São Miguel, as comunidades vizinhas são convidadas e durante nove dias acontece novenas. Capão da Volta está localizado a 3 km da cede de Ibicoara, e sua população em grande parte trabalha nas empresas  Igarachi e Fazenda Progresso, Grandes produtores de batata da região.
 
Mundo Novo                               
Povoado situado a 20 km da cede do município, concentra a maioria dos monumentos naturais, as localidades de Baixão fica na área do Parque Nacional da Chapada Diamantina, enquanto que Campo Redondo, Brejão e Canta Galo ficam em torno do Parque Natural Municipal do Espalhado. A economia local é movimentada pelo turismo, fabrico artesanal de cachaça, artesanato e agricultura familiar. Possui associações de produtores rurais. Há relato que o primeiro morador da região foi o senhor Antônio Machado. Nesta última década o povoado passou por algumas transformações: os  moradores passou a ter em suas residências energia elétrica, canalização de água por gravidade e/ou caixa d’água, instalação de escola de primeira a oitava série, um posto de saúde da família e a abertura do PETTI com instalações própria.
 
Demais áreas com expansão
 
Pau Ferrado
Inicialmente denominado de Mato Grande, passou a partir do ano de 1946 a ser conhecido como Pau Ferrado, senhor João Aguiar Luz, relata que “ num dia de domingo a tarde do ano de 1946, o Senhor Miguel Luz, primeiro morador do lugar, acendeu um fogo no chão, e ele anda menino com cerca de 12 anos, estava junto. O senhor Miguel Luz pegou o seu ferro de ferrar bois com as letras ML, e deixou esquentar. Quando o ferro ficou bem vermelho eles pegaram o ferro quente e ferraram uma árvore que fica na divisa de Miguel Luz e Pedro Santos, a partir desse dia todos que passavam pelo lugar diziam: olhem o pau ferrado. E o nome pegou e todos passaram a chamar o lugar de Pau-Ferrado” Essa árvore ferrada encontra-se até hoje servindo de registro para a história. Na localidade a festividade  religiosas. É comemorado  no dia 29 de junho a festa do padroeiro do lugar, Santo Antônio, a comemoração é feita com missas, procissões, onde toda comunidade local se reúne para as festividades. O reisado também é tradição em Pau Ferrado. Povoado situado a 12 km da cidade de Ibicoara, com solos férteis, e com grandes plantações de café. João Aguiar Luz foi o entrevistado, nasceu em 22 de junho de 1934, morou  56 anos em Pau Ferrado e hoje mora em Cascavel, ele se recorda com clareza desse momento histórico.
 
Água Fria
Francisco Gomes Jardim, nascido em 14 de outubro de 1923, na Fazenda Água Fria, “afirmou: meu pai Marciano Gomes Jardim que morou neste local desde o ano de 1901, me contou que muitos anos atrás a água do Rio Paraguaçu que passa dentro do lugar era muito fria, e que todas as pessoas que iam se banhar nele reclamava de suas águas frias. Quando alguém  se dirigiam em direção ao rio e era questionado sobre o lugar que estava indo logo ouvia a resposta, vou para água fria. Isso se tornou popular e o nome foi adotado para o lugar”. Água Fria está localizada 2 km de Cascavel e 22 km da cidade de Ibicoara.  Água Fria foi dividida em duas, o senhor Francisco reclama dessa divisão, “água Fria 1 foi o 1° lugar a chegar energia elétrica e quando os moradores iam requisitar dos governantes a energia para a outra parte do lugar eles diziam que havia iluminado a Águia Fria 1 e faltava Águia Fria 2. Isso pegou e até hoje os próprios moradores do lugar dizem água Fria 1 e 2”.
 
Encantada
O senhor Alaides  Rocha Aguiar, nascido em 12 de maio de 1914, nos informou “que comprou essa Fazenda no ano de 1950 e que havia nela uma bela lagoa que ouvia galos cantando, vacas mungindo, havia uma lenda de que tinha uma cidade submersa na lagoa, todos diziam que a lagoa era encantada. Ele batizou o Lugar de Lagoa Encantada. Após isso pessoas compraram terras vizinhas e chamavam de Encantada, o nome era adotado por todos os compradores de terras vizinhas”. Em janeiro a população se reúne para fazer o reisado, festa popular do lugar e todas as pessoas dos lugares vizinhos comparecem para as festividades.
 
Cerqueira
João Cerqueira foi o fundador do lugar, o primeiro morador que construiu a primeira casa, em homenagem a  ele adotaram o seu sobrenome, toda a localidade recebeu esse nome. Dona Olfindra, 56 anos que reside em Cerqueira afirma “que algumas pessoas querem mudar o nome, mas que ela acha isso injusto, afinal de contas foi o Senhor. Cerqueira quem começou tudo, e que esse mundo não sabe valorizara as coisas do passado, e que enquanto ela estiver viva que ninguém muda o nome do lugar”. Cerqueira é localizado a 18 km de Ibicoara.
 
Funis
Entrevistamos a senhora Rita Rocha, moradora a mais de 60 anos no lugar, que nos afirmou nunca ter visto de ninguém a origem do nome Funis. A entrevistada afirma que “seu pai José Silva Ledo, morava em Serra do Paraguaçu, e comprou três partes do lugar. Querendo mudar o nome do lugar para Boa Esperança, ma no cartório, onde trabalhava o Senhor Memeco, tabelião a muitos anos, não permitiu a mudança do nome, alegando já está com esse registro há muitos anos”. Funis está  localizado a 15 km da cidade de Ibicoara. Tem como economia o cultivo do café. Primeira casa construída em Funis, habitada por dona Rita Rocha Silva.
 
Rodovias Intermunicipais e Estaduais
O município de Ibicoara articula-se à malha viária do Estado da Bahia através da BA-900, BA-142 e da BR-242, além de estradas vicinais com os municípios vizinhos, distando cerca de 540 km de Salvador.
 
Existe uma estrada vicinal que liga o município de Ibicoara ao município de Barra da Estiva, da cede até a localidade de Canjerana são 3 km de asfalto (BA 900), daí até a localidade de Rio Preto mais 17 de terra batida, prosseguindo 9 km de asfalto em percurso pela BA 142, totalizando 29 km.
 
Entretanto a estrada oficial que liga a cede municipal de Ibicoara a Barra da Estiva através da BA -900 com 17 km em asfalto até o trevo de Capão da Volta e daí pela BA-142 são mais 24 km até Barra da Estiva em Asfalto de boa qualidade. Por conseguinte do trevo de Capão da Volta até Mucugê pela BA-142 são 60 km. Veja mais informações turísticas da Chapada Diamantina e histórico de Ibicoara, Acesse: www.ibicoara-chapada-diamantina.com/
 
Vale do Capão - O Vale do Capão é uma atração por si só. Incrustado no meio do Parque Nacional da Chapada Diamantina e cercado por serras, ele e mais do que um santuário ecológico: é um lugar fascinante. O clima de esoterismo, paz e magia estão presentes no dia-a-dia local e foram trazidos por jovens ainda embalados pelos sonhos dos anos 70. Hoje, muitas pessoas continuam chegando dos grandes centros urbanos a procura de autoconhecimento, espiritualidade,contemplação e uma vida mais naturalista. Por isso, lá é possível fazer os tradicionais passeios de ecoturismo e, de quebra, provar pratos inusitados como o pastel de palmito de jaca e a pizza integral.Sem falar nos tratamentos da medicina holística a base de ervas e plantas medicinais, nas sessões de sauna indígena e nas massagens de “shiatsu”.
No Vale do Capão também e possível ter acesso a alguns pontos turísticos mais famosos da região,como a Cachoeira da Fumaça e o Morrão. A atração cultural que mais chama a atenção dos turistas e o Festival de Jazz do Capão, com shows de artistas renomados da musica instrumental brasileira.
 
 
Campos de São João - é um típico vilarejo da Chapada Diamantina com clima de montanha, que está começando a ganhar fama entre os turistas. Os principais motivos são a atmosfera de paz e tranquilidade que o cerca e a sua ótima localização. Para se ter uma ideia, ele fica próximo ao sopé do Pai Inácio, possui vista privilegiada para o Morro do Camelo e também está próximo do Vale do Capão, do Morrão e da Cachoeira da Fumaça, principais ícones da região.
Um lugar ideal para os que gostam de explorar novos caminhos, desfrutar da beleza de paisagens preservadas, fazer trilhas, contemplar a natureza, escalar montanhas, banhar-se em rios e cachoeiras, ou somente conviver com a tradição e simplicidade de um povoado tipicamente interiorano. Na parte cultural, o melhor são os festejos de São João, época em que está garantida muita fogueira e forró pé de serra.
 
O local ainda é composto por casas de arquitetura singela e por um vale repleto de pequenas árvores com flores amarelas, chamadas de SãoJoão, além de ser cortado por um braço da Estrada Real, o que lhe confere um charme a mais.  A infraestrutura turística está baseada em pousadas, bares e lanchonetes, somados a mercadinho e fabriqueta de doces, estabelecimentos típicos do interior. 
 
Campos de São João pertence ao município de Palmeiras e está a apenas 2 km da BR 242 e a 5 km do Morro do Pai Inácio para quem está no sentido Lençóis – Seabra.
 
A cidade de Palmeiras - é conhecida por ser a porta de entrada para o Vale do Capão, um dos principais destinos da Chapada Diamantina. Porém, ela também possui seus encantos e começa a atrair turistas. Entre suas principais atrações estão os Sítios Arqueológicos do Matão, a Serra Negra e o Poço dos Impossíveis, além de estar próxima a importantes atrativos naturais, como o Morro do Pai Inácio e o Morro do Camelo. O seu patrimônio histórico e cultural é composto pelos casarios coloniais, como o Museu da Cidade, que guarda lembranças do início do século XX, e por uma das maiores festas de carnaval da região.
 
Rio de Contas - é a cidade mais antiga da Chapada Diamantina, possuindo um dos três conjuntos arquitetônicos coloniais mais importantes e belos da Bahia. As suas casas e ruas de pedras são muito bem conservadas e passam um delicioso clima de aconchego e tranquilidade. Rio de Contas foi escolhida para ser cenário do filme Abril Despedaçado (2001), do consagrado cineasta brasileiro Walter Salles. Possui diversos atrativos naturais em seu entorno, sendo detentor de dois dos picos mais altos da Bahia: o Pico das Almas e o Pico de Itobira, ambos com quase dois mil metros de altura. O seu diferencial está ligado às questões culturais, como o tradicional carnaval de máscaras, que une a folia da principal festa popular do país à preservação da cultura local. E também aos seus vilarejos de negros e brancos que vivem sem se misturar de forma pacífica: são as comunidades de Barra e Bananal – habitadas por negros – e a de Mato Grosso, construída por portugueses e considerada a vila mais alta do nordeste, 1.450 metros 
 
A pequena vila de Igatu - viveu o apogeu e a decadência do garimpo, deixando os sinais de sua história estampados na arquitetura e no estilo de vida tranquilo dos moradores. O vilarejo é tombado como patrimônio nacional pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e possui diversos atrativos especiais, como as ruínas das casas de pedra construídas pelos garimpeiros, que deram ao local o apelido de Macchu Picchu Baiana. Outra surpresa para os visitantes é a Galeria Arte e Memória, um museu a céu aberto que guarda utensílios do garimpo e dos escravos e ainda realiza exposições temporárias de artistas plásticos renomados. Além disso, o local oferece trilhas que seguem para diversas atrações naturais, como o Vale do Pati e mais seis cachoeiras ao seu redor. É também um dos destinos preferidos para quem curte praticar escalada. A festa de São João é o destaque do calendário cultural e atrai quem não abre mão das tradições no período junino.
 
A cidade de Andaraí - fica na região central do Parque Nacional da Chapada Diamantina e possui fácil acesso para diversos atrativos naturais da região, como o Poço Encantado, o Rio Marimbus e a Gruta da Paixão. O principal rio que banha o município é o Paraguaçu, um dos raros cursos d’água permanentes no Nordeste. No centro da cidade, os prédios são coloniais da segunda metade do século 19.
Entre os principais atrativos naturais do município estão ainda as praias do rio Paraguaçu, a Vila de Igatu, a Cachoeira do Ramalho, a Lapa do Bode, as piscinas do Rio Coisa Boa, os poços da Donana e da Paraíba e as cachoeiras do Rio Garapa.
 
Lençóis - Chapada Diamantina BA
Construída nos tempos áureos do garimpo na região, numa época de muita riqueza, Lençóis era conhecida como a Capital do Diamante. Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1973, a cidade preserva o casario colonial do final do século XIX. Com o término da mineração e a criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo tornou-se uma nova fonte de desenvolvimento para a região. Principal destino da Chapada Diamantina, Lençóis dispõe de infra-estrutura com capacidade para atender turistas de todas as partes do mundo. Possui aeroporto a 20 km da sede, dois mil leitos oficiais de variados tipos de hospedagem, agências e guias, culinária regional, nacional e internacional, internet e todos os sinais de celular.
Para conhecer as atrações, agências de turismo organizam caminhadas pelas trilhas que cortam o parque e passeios fretados para os locais mais distantes. Também podem ser contratados guias credenciados que estão aptos a apresentar os atrativos. Para descansar dos passeios, a cidade possui vários tipos de acomodação como hotéis, pousadas, albergues ou campings. Para comer, há boas iguarias do cardápio típico baiano (como godó de banana), além de opções da culinária brasileira e internacional.
Qualquer época é indicada para se visitar Lençóis e região, basta observar a preferência do turista, se prefere mais calor, mais água, mais frio, mais florido, período mais freqüentado ou com menos turistas... depende de cada um.
São duas as opções para o turista chegar até Lençóis.
Via Aérea
Aeroporto Coronel Horácio de Matos
Distante 20 km de Lençóis
Fone: (75) 3625-8100/3625-8825 
 
Voos regulares (TRIP, Linhas Aéreas).
Percursos Salvador-Lençóis e Lençóis-Salvador todos os Sábados às 14:00h. Voos apartir do dia 25/04/09.
 
 
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Via Terrestre
 
Ônibus
 
O visitante poderá utilizar a viação Real Expresso, a única que faz o roteiro Salvador-Lençóis ou outras alternativas como: Itapemirim, São Geraldo, Águia Branca, Rápido Federal e Novo Horizonte, dependendo da região de origem. O passageiro tem a disponibilidade do ônibus, que parte de Salvador todos os dias, às 7 horas, 16 horas e 30 minutos e 23 horas 30 minutos, além dos carros extras, sempre comuns na alta estação. Para o trecho Lençóis-Salvador, os horários dos ônibus são: 7h30, 13h15 e 23h30. A viagem dura cerca de 6 horas.
 
Carro particular
 
Vindo de Salvador, pela BR-324 até Feira de Santana, o motorista deve decidir pela BR-116 até o entroncamento com a BR-242 (Bahia-Brasília) ou utilizar-se da BA-052 até Ipirá, seguindo pela BA-488 até Itaberaba. A partir desta cidade os dois caminhos seguem iguais sempre pela BR-242. Uma rodovia estadual com 12 km separa Lençóis da estrada Bahia-Brasília.
 
 
Principais distâncias:
 
Lençóis/Salvador - 412 km
Lençóis/Brasília - 1.100 km
Lençóis/São Paulo - 1.982 km
www.guialencois.com.br/
 
Iraquara - Chapada Diamantina BA, Chapada Norte
O maior acervo espeleológico da América do Sul, ou seja, a maior concentração de cavernas está sob o território de Iraquara. A gruta da Pratinha, da Lapa Doce, daTorrinha, de Mané Ioiô e da Fumaça são as principais atrações do município que possui um subsolo com grande teor de calcário. Na língua tupi, Iraquara significa "pote de mel, poço de mel ou riacho de mel".
A riqueza do folclore, representado pelos Ternos de Reis e Reisados, completa o seu patrimônio cultural, ao lado das festas populares que acontecem o ano inteiro, com destaque para o São João antecipado; as festas da padroeira Nossa Senhora do Livramento; de Santo Antônio; de São José; de São Judas Tadeu; de São Pedro; Senhora Santana; Senhor do Bonfim e o Carnamel, Carnaval do Riacho do Mel.
 
Parte do território de Iraquara está protegido na Unidade de Conservação Marimbus-Iraquara com 125,4 mil ha numa região limítrofe ao Parque Nacional da Chapada Diamantina. É caracterizada pelo grande número de cavernas calcárias e pela formação lacustre conhecida como Marimbus. A Lapa do Sol, a Lapa do Caboclo e o Abrigo Santa Marta são sítios arqueológicos que se destacam pela ocorrência de inscrições rupestres, atestando a presença humana na pré-história brasileira.
O roteiro das grutas é o mais frequentado. O mergulho, para quem é expert nesta prática, é uma atração imperdível no interior da caverna interligada à Gruta Azul por um canal subaquático de 330 m. As formações raras datam de 700/900 milhões a 1/1,7 bilhão de anos. Iraquara fica a 427 km de Salvador.
www.bahia.com.br/cidades/iraquara-0
 
A cidade de Mucugê - uma das mais antigas da região da Chapada Diamantina, fundada no fim do século XVIII. A cidade foi um dos principais centros de exploração de ouro e de diamantes, assim como a famosa cidade de Lençóis, apresentando até hoje os casarões coloniais de estilo português.  Favorável para o Ecoturismo, Mucugê é um local bastante visitado por pessoas que apreciam o turismo cultural.
De arquitetura colonial totalmente preservada, e ruas bem limpas, chamam a atenção os seus jardins e canteiros muito floridos. O Alto do Capa Bode é considerado um local de contemplação, onde habitantes e visitantes garantem ali terem avistado OVNIs - Objetos Voadores Não-Identificados. Mucugê oferece também locais de rara beleza, como cachoeiras, paisagens, vales e cânions, histórias de lutas pela posse do garimpo, de defesa contra a invasão da Coluna Prestes e de destemidos 
 
Saindo de Salvador pela BR- 324 até Feira de Santana 110 km, seguindo na direção de Vitória da Conquista pela BR 116, após 72 km deixar essa rodovia. Dobrar à direita antes da ponte sobre o rio Paraguaçu, pela BR 242 até Itaberaba (85km), mais 80km até o posto da Policia Rodoviária Federal, aí dobrar a esquerda no sentido Andaraí e Mucugê, pela Ba 142. Percorrer 90 km até Mucugê.
Outra opção é sair de Salvador pela BR- 324 até Feira de Santana 110 km, andar 3 km pela BR 116, dobrar à direita na estrada do feijão no sentido Ipirá, 100 km até Itaberaba,(76km) mais 80km até o posto Policia Rodoviária Federal aí dobrar a esquerda no sentido Andaraí e Mucugê. Pela Ba 142 percorrer 90 km até Mucugê.
 
Ônibus
O visitante poderá utilizar a viação Aguai Branca, a única que faz o roteiro Salvador a Mucugê. O passageiro tem à sua disponibilidade o ônibus que parte de Salvador todos os dias, às 8h e as 20h30, além dos carros extra, sempre na alta estação. A viagem dura cerca de 8 horas.
 
Disque Águia Branca
0800 725 1211                                                                                                           
 
O visitante poderá utilizar a viação Novo Horizonte ou Emtram , as únicas que faz o roteiro Vitoria da Conquista a Mucugê. O passageiro tem à sua disponibilidade o ônibus que parte de Vitoria da Conquista todos os dias, às 7 horas,
A viagem dura cerca de 8 horas.
 
https://www.novohorizonte.com.br/                                                         
https://www.emtram.com.br/                                                                                           (77) 2101-8303 / 2101-8306
 
https://www.aguiabranca.com.br
 
O visitante poderá utilizar a viação Novo Horizonte ou Emtram , as únicas que faz o roteiro Vitoria da Conquista a Mucugê. O passageiro tem à sua disponibilidade o ônibus que parte de Vitoria da Conquista todos os dias, às 7h, 
A viagem dura cerca de 8 horas.
 
O Projeto Sempre Viva                                             
Localizado no município de Mucugê, Chapada Diamantina - Ba, o Projeto Sempre Viva, é o mais bem sucedido projeto da linha PED- Projetos de Execução Descentralizada, firmado pelo convênio MMA/PNMA/PED 96CV 00027/96, que integrou várias esferas do poder público, na construção de tecnologias e infra-estrutura para gestão dos recursos naturais, sendo os parceiros: o Ministério do Meio Ambiente, o Governo do Estado da Bahia, a Universidade Católica do Salvador, a Universidade Estadual de Feira de Santana, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura Municipal de Mucugê, que se empenharam para preservar e reproduzir uma variedade de sempre viva ameaçada de extinção, a Syngonanthus mucugensis Giulietti, ou sempre viva de Mucugê, implantando um moderno sistema de informação geográfica, proporcionando educação ambiental para escolas, implantando o Parque Municipal de Mucugê e promovendo o ecoturismo, com a preocupação de preservar o meio ambiente do município de Mucugê onde se tornou, um Centro de Excelência para a conservação da Chapada Diamantina, implicando na geração e distribuição de renda, qualidade de vida da população e servindo de modelo de sustentabilidade para o Brasil e para o Mundo.
 O município de Mucugê localizado na microrregião da Chapada Diamantina surgiu por volta de 1844, quando foram descobertas jazidas de diamantes nos leitos dos seus rios, provocando uma desenfreada corrida em busca de pedras preciosas, que mais tarde deu origem ao Ciclo Diamantífero que durou por mais de um século. O município possui uma área de 2.535 km² e apresenta uma população de aproximadamente 17.000 habitantes. A sede do município, devido um conjunto arquitetônico bem preservado e suas características coloniais, onde inclui a mais nobre relíquia do ciclo do diamante, oCemitério Santa Isabel em Estilo Bizantino, único do Brasil a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (ISPHAN, 1980). Mucugê também abriga 52% do Parque Nacional da Chapada Diamantina com grande potencial turístico natural e histórico.
 Com o declínio do Ciclo Diamantífero, a coleta das sempre vivas exportadas principalmente para o Japão, Estados Unidos e Europa, tornou-se a principal atividade econômica das populações carentes de Mucugê e de seu entorno, que durou por mais de trinta anos. Devido a uma atividade de extração sem controle, a espécie foi dizimada em muitos campos, pondo em risco de extinção esta planta.  Assim, o Projeto Sempre Viva veio com o propósito de proporcionar uma atividade de reprodução, suficiente para criar uma alternativa na geração de renda para a população carente, através do artesanato com caráter sustentável, econômica e ambientalmente, garantindo a sobrevivência da espécie, repovoando os campos onde a espécie quase que desapareceu.
A área de preservação do Parque é estratégica para o abastecimento hídrico do Estado, (Rio de Contas e Paraguaçú), constituindo a principal área de carga destes mananciais e apresenta fatores relevantes como espécies endêmicas. Este Parque é um produto do Projeto destinado a proteger ecossistemas de Refúgio Ecológico Montano de vegetação rupestre de domínio fitofisionômico, que apresenta uma espetacular flora descrita por Magalhães (1966, citado por Standard, 1995), cuja ocorrência é restrita a locais altos e de temperaturas frias. Em 1996, Harley & Simonns, estudaram e caracterizaram a flora de Mucugê, apresentando para a comunidade científica, a grande importância da área para os estudos botânicos. Nesta região ocorre um fenômeno raríssimo que os ingleses denominam de “species pump” dos campos rupestres, expressão que significa bomba geradora de espécies.
 
O Parque abriga ainda, um alto grau de endemismo, e diversos registros históricos do período diamantífero que ocorreu no Município de Mucugê. O trabalho árduo de uma massa de mão-de-obra em busca do diamante na Serra do Sincorá resultou em trilhas, tocas, muralhas e outras construções, alterando todo o relevo da região. Hoje, esse local revegetado naturalmente, compõe um belo cenário paisagístico e constitui um patrimônio histórico para o município. As cachoeiras do Tiburtino e Piabinha formam um belo conjunto cênico (entre os canyons formados nos leitos dos rios, muito típicos da Chapada Diamantina), representam atualmente grandes atrativos ecoturísticos. 
A área que está inserida este projeto corresponde às imediações do Parque Nacional da Chapada Diamantina, onde são encontrados ecossistemas peculiares associados a patamares de altitude, com cotas superiores a 1.200 m, cuja vegetação predominante associa-se a campos de altitude (gerais) e domínios rupestres, conceituado por Clements (1949, citado pelo Governo do Estado da Bahia, 1993) como "Comunidade Relíquia", e por Veloso & Goes-Filho como "Refúgio Ecológico".
 
Museu do Garimpo Histórico
A descoberta do diamante no Brasil ocorreu em 1729, nas lavras do Tijuco, Mg – atual Diamantina - para onde atraiu um grande contingente de mineradores, quando o governo português permitiu a livre extração, até 1739, através do pagamento do quinto. Novas descobertas de garimpos surgiram forçando ao governo de Portugal a só consentir a extração por contrato, até 1739, e posteriormente estabeleceu o monopólio, a partir de 1771. Com este regime a extração clandestina intensificou induzindo ao contrabando, sobretudo para a Holanda, Inglaterra e França, mesmo assim as estatísticas oficiais assinalavam que o Brasil ainda era o principal produtor e exportador de diamante até o final do século XIX, desde então só superado pela África do Sul.
 
A Bahia participou deste importante ciclo econômico, pouco antes do meado desse século, onde esta atividade teve um importante papel na atividade sócio - econômico e política, além de contribuir com a expansão demográfica e povoamento de zonas inabitadas. A descoberta na Chapada provocou um fluxo migratório sem precedentes, oriundo de antigos centros de mineração diamantífera de Minas Gerais e de muitas atividades auríferas na Bahia, tendo como conseqüência o despovoamento de importantes centros urbanos como Diamantina e Serro, em Minas Gerais e Rio de Contas, na Bahia.
 
Com a queda de preço do diamante no mercado internacional, foi preciso conter a produção, assim em 1731, o vice-rei e governador geral do Brasil, Vasco Fernandes de Menezes, o Conde de Sabugosa - por Carta Régia proibiu a exploração de diamantes na Bahia, onde começaram a surgir evidências de achados. Com isto, os registros históricos são muitos controversos a respeito da descoberta do diamante na Bahia. Os resgates mais antigos afirmam que, em 1817 ou 1818, o capitão-mor Felix Ribeiro de Morais encontrou diamantes na Serra do Gagau, conhecida como serra do Bastião, próximo às fazendas de gado, onde posteriormente surgiu a vila de Mucugê, cuja descoberta é atribuída ao pajé de uma tribo. Acredita-se que dada à proibição da corte, guardou-se segredo sobre o achado.
 
Seguem-se muitas referências a possível presença do diamante pelos naturalistas alemães Spix e Von Martius, em 1821, que ao examinarem as rochas da serra do Sincorá, na vila do Sincorá, atualmente Sincorá Velho, reconheceram os terrenos diamantíferos semelhantes aos do Arraial do Tijuco, englobando ainda os municípios atuais de Mucugê, Andaraí, Lençóis e Palmeiras.
 
Publicação de trabalho do geólogo e cientista Orville Derby, em 1882, faz referência à descoberta do primeiro diamante na Chapada, por José de Matos, em 1840, próximo à vizinhança de Santo Inácio, na Chapada Velha. Outras descobertas foram registradas, em 1841, na serra do Assuruá, município de Gentio do Ouro, em 1842, na serra das Aroeiras, em Morro do Chapéu, tornando-se mais tarde um grande produtor e na vila de Bom Jesus do Rio de Contas, hoje sede do município de Piatã, onde foi encontrado o maior diamante dos sertões baiano.
 
Mas o dado mais significativo é revelado por Theodoro Sampaio, que somente a partir de 1844, a mineração de diamante tomou rumo com a descoberta feita por José Pereira do Prado, o “Cazuza do Prado”. Morador da Chapada Velha que ao percorrer as terras marginais do ribeirão Mucugê, reconheceu o local do terreno como propício e ao fazer um ensaio de algumas horas extraiu grande quantidade de pedras de alto valor. Diz também a história que o diamante foi acidentalmente encontrado em 25 de junho de 1844, por Cristiano Nascimento, afilhado de Cazuza, ao lavar as mãos no leito do riacho Mucugê afluente do rio Cumbucas.
 
Uma variante desta versão assinala que já na primeira investida, Cazuza encontrou alguns diamantes de fina água neste riacho. Entusiasmado, juntou-se, a alguns amigos e parentes numa expedição de 14 homens e começou a explorar o garimpo, pegando em poucos dias uma boa quantidade destas pedras. Precisando comprar mantimentos, enviou um dos seus colegas, seu melhor amigo chamado Pedro Ferreiro, à Chapada Velha para que este pudesse vender parte do tesouro já encontrado. Seu amigo foi preso e acusado de roubar algum comprador, pois se tratava de gemas de pureza jamais vistas e para se livrar da prisão, o suspeito foi obrigado a revelar o segredo da origem das mais cobiçadas jóias.
 
Há também outras versões que corroboram com esta versão sendo este o local ou região para onde afluíram dezenas de milhares de aventureiros, faiscadores e garimpeiros de todos os rincões onde aí se espalharam. Calcula-se que 25 mil pessoas foram para lá, aglomerando-se em povoados, onde muitos se transformaram em vilas e posteriormente em municípios – Mucugê, Andaraí, Lençóis e Palmeiras, designada com a região das Lavras Diamantinas.
 
O Ciclo do Diamante no Brasil durou cerca de 150 anos, da segunda metade do século XVIII até o final do século XIX, quando o País foi o maior produtor mundial. A produção na Bahia foi iniciada em 1844 e seu apogeu perdurou apenas até 1871, com declínio da produção e queda de preço que coincidiu com a expansão das jazidas da África do Sul, descobertas seis anos antes. O colapso da região só não foi maior porque ao lado do diamante passou a ter valor o carbonado ou carbonato usado na indústria e na perfuração de rochas, sobretudo durante a abertura e construção do Canal do Panamá.
 
1.2. Instituições Envolvidas
Três instituições foram envolvidas na formulação e montagem do Museu Vivo do Garimpo que são: o Museu Geológico da Bahia com sua participação técnica na elaboração do projeto museográfico; a Prefeitura Municipal de Mucugê, onde teve inicio as primeiras frentes de extração do diamante na Chapada, a qual está capacitada para sediar e ser a receptora e mantenedora do mesmo; e o Projeto Sempre Viva, o qual já dispunha de infra-estrutura que foi ampliada e adaptada para abrigar as diversas unidades do Museu Vivo:
A implantação do Projeto “Museu Vivo do Garimpo” justifica-se pela razão de resgatar parte da história do diamante. Deste modo, reconhece o papel desempenhado pela força de trabalho do garimpeiro, que na labuta do dia a dia, para a busca do dinheiro visando o sustento da família ou na ilusão de ficar rico, desempenhou um papel de grande importância social e econômica. Com isto, foi responsável pela exploração e desenvolvimento de riquezas para a região, além da expansão demográfica com a fixação e o desenvolvimento de diversos núcleos urbanos.
E a proposta de um Museu Vivo no lugar onde teve início a exploração do diamante na Chapada, reveste-se de uma precisão histórica no local onde teve inicio as explorações e daí se expandiu na região, tornando-se conhecida como “Lavras Diamantinas”. Portanto:
 
“Resgatar a história vivenciando a atividade do garimpeiro é tornar-se espectador dos fatos”
 
Do ponto de vista administrativo a Prefeitura de Mucugê está desenvolvendo uma linha de ação turística voltada para o setor cultural, educativo e científico.
 
OBJETIVOS
O objetivo deste projeto é difundir a cultura das atividades diamantíferas na Chapada Diamantina, através do Museu Vivo do Garimpo. Em particular tentar resgatar parte da história dos garimpeiros mostrando como tudo iniciou no local, o apogeu deste importante ciclo econômico do país, onde a Bahia, em especial a Chapada Diamantina, vivenciou um curto período de transformação e riqueza e cuja fase de declínio repercutiu na economia mundial.
mucuge.ba.gov.br/
 
Abaira - Chapada Diamantina - BA
O Pico do Barbado, ponto culminante do Nordeste com 2033 m de altitude - desafio de escaladores e trekkers - fica no distrito de Catolés, município de Abaíra. O nome do pico refere-se a uma espécie em extinção, o macaco barbado. Já o nome do município ficou famoso por produzir uma das melhores cachaças da Bahia, a cachaça Abaíra. A cada dois anos (em anos ímpares), acontece durante o mês de setembro o Festival da Cachaça de Abaíra, um evento técnico e festivo, com palestras e seminários relacionados à cultura da cana-de-açúcar, apresentações musicais, festa dançante, concursos da melhor cachaça e da Rainha da Cana. A vila de Catolés é o ponto de partida da trilha para o Pico do Barbado. Na vila, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, uma construção de 1775.
As pinturas rupestres estão espalhadas em diversos sítios arqueológicos, ainda pouco conhecidos e estudados. Os atrativos naturais espalham-se entre vales e montanhas, com destaque para a cachoeira e o Canyon do Canta Galo, as cachoeiras da Luzia, da Mixilânia, da Samambaia; os Morros da Boa Vista e do Elefante;  o Rio Água Suja; as serras da Guarda Mor, da Mutuca, do Ouro Fino, da Tromba e o Vale da Estiva. Na zona rural, os alambiques compõem os atrativos culturais, apresentando a produção tradicional e artesanal da cachaça e outros derivados da cana-de-açúcar. Na Fazenda Água Suja, além de conhecer o alambique, é possível hospedar-se no mais autêntico estilo do turismo rural, com direito a degustação de quitutes da culinária típica local. Abaíra fica a 592 km de Salvador.
 
www.bahia.com.br/cidades/abaira
 
 
Piatã - A mais alta cidade serrana de todo o Nordeste (1185 metros de altitude) e a mais antiga povoação da Chapada Diamantina é Piatã, que fica num platô entre as serras da Tromba - um prolongamento das Serra da Mantiqueira, onde estão as nascentes do Rio de Contas e do Rio Machado - e do Santana, com sua capela do Senhor do Bonfim.
O povoamento começou em meados do século XVII com a descoberta, por garimpeiros, de minas nas Serras da Tromba e do Santana, o que atraiu grande número de aventureiros à procura de ouro e pedras preciosas. Formou-se no município de Minas do Rio de Contas, atual Rio de Contas, o povoado de Bom Jesus dos Limões, atual Piatã, que nasceu às margens da Estrada Real, o caminho aberto pelo sertanista Pedro Barbosa Leal, em 1725, ligando Rio de Contas à Jacobina. É desta época a Igreja Matriz de Bom Jesus, situada na praça Vigário Souza e a Capela de Nossa Senhora do Rosário.
As festas juninas são as mais comemoradas, tanto na zona urbana quanto na rural e se caracterizam pela mesa farta de produtos típicos da época e por um "friozinho" que pode chegar a 3 ou 4º C. A média da temperatura anual nunca ultrapassa os 20º C. Nas noites de junho, as mais frias do ano, em todas as residências, há sempre um licor artesanal e um "quentão" - bebida típica da região - ou um café quentinho, plantado e colhido nos quintais da cidade.
As cachoeiras do Patrício, do Cochó, do rio de Contas, da Malhada da Areia, o Encontro das Águas, os Gerais do rio de Contas, a Bica do Machado, as serras do Santana, do Navio, da Tromba e os Três Morros, estão entre os principais atrativos naturais de Piatã, que fica a fica a 568 km de Salvador. O nome Piatã vem do tupi e significa "pé firme", "a fortaleza".
 
www.bahia.com.br/cidades/piata
 
O Pico do Barbado já foi roteiro da principal prova do Nordeste, a Carrasco, durante a edição de 2008 realizada entre as cidades de Mucugê e Piatã.
 
O principal ponto de partida para quem quer visitar o Pico do Barbado é a cidade de Piatã, município da Chapada Diamantina conhecido por ser o o mais alto da Bahia, situado a 1.300 metros de altitude.
 
De Piatã é preciso seguir de carro por 27 km (7 km de asfalto apenas e o restante de terra) até o pequeno vilarejo de Ouro Verde, de onde se segue por mais 18 km em uma estrada de barro até a localidade de Catolés de Cima. Lá é o ponto final para os veículos motorizados. A partir daí é preciso fôlego e disposição para presenciar uma das vistas mais bonitas da Chapada Diamantina.
 
A trilha para o topo do Pico do Barbado tem cerca de 5 km. A subida começa bastante agradável em uma trilha que passa até por um pequeno trecho de mata atlântica. Os primeiros quilômetros são de subida mais fácil em uma trilha muito bem marcada.
 
A atenção precisa ser redobrado no momento em que se sai do trecho de mata atlântica, onde a trilha começa a complicar. Alguns metros depois da mata o caminho irá bifurcar de forma pouco visível e será preciso pegar a trilha da esquerda, que dará início a uma escalaminhada até o topo do Pico do Barbado.
 
Nesse trecho, a subida fica um pouco mais complicada, pois a inclinação aumenta bastante. Mas nada que um belo visual da região não compense. A essa altura já é possível desfrutar da vista fantástica dos vilarejos de Catolés e Catolés de Cima, além da Serra da Tromba que fica bem em frente ao Pico do Barbado.
 
Com um preparo físico de nível médio é possível fazer a subida do Pico do Barbado em menos de 4 horas (ida e volta), mas reserve um pouco mais de tempo para ficar lá no topo apreciando o visual de diversos outras montanhas que cercam o Barbado.
 
No mapa da Chapada Diamantina "Trilhas e Caminhos", que compreende a região de Piatã, existe a trilha para o Pico do Barbado. Mas atenção, é preciso bastante conhecimento em trilhas para conseguir chegar ao topo porque a partir do trecho de escalaminhada a trilha em diversos momentos é sobre lajedos de pedras, em que muitas vezes o caminho desaparece. Quem não se sentir seguro em subir apenas com bússola e mapa pode contratar um guia no mesmo local onde se deixa o carro para iniciar a trilha.
 
Dica - Se optarem por sair de Piatã não deixem de experimentar o delicioso e premiado café da região. Na cidade há uma cafeteira chamada Rigno que dispõe de diversas opções para os amantes do café. O espaço é aconchegante, bem oportuno para o friozinho que faz na cidade. A depender da época da visita, o turista pode presenciar o termômetro da cidade (que é um ponto turístico) marcar temperaturas bem abaixo dos 10 graus.
 
Seabra - Chapada Diamantina - Bahia
Localizado no coração da Bahia, o município de Seabra oferece o clima aconchegante, próprio da Chapada Diamantina. As opções de passeios agradam a quem gosta de natureza e aventura, com destaque para cachoeiras, grutas e até um complexo arqueológico. A arquitetura das mais antigas da região também chama a atenção dos visitantes.
Características
Área     2825.016 km²
População     41815 hab. IBGE/2010
Clima     Sub-Tropical - Semi Árido
A Chapada Diamantina reúne variados atrativos naturais e culturais, no coração do Estado da Bahia. Roteiro certo para quem busca paz e tranquilidade ou para quem está atrás de história e aventura
A vasta Mata Atlântica, campos floridos e planícies de um verde sem fim dividem a paisagem com toques de caatinga e cerrado. Imensos paredões, desfiladeiros, cânions, grutas, cavernas, rios e cachoeiras completam o cenário de rara beleza da Chapada Diamantina. Inicialmente habitada pelos índios Maracás, a ocupação de fato da região remonta aos anos áureos da exploração de jazidas e minérios, a partir de 1710, quando foi encontrado ouro próximo ao Rio de Contas Pequeno, marcando o início da chegada dos bandeirantes e exploradores. Em 1844, a colonização é impulsionada pela descoberta de diamantes valiosos nos arredores do Rio Mucugê, e os comerciantes, colonos, jesuítas e estrangeiros se espalham pelas vilas, controladas e reguladas pela força da riqueza. A atividade agropecuária tomba diante da opulência do garimpo.
Reduto de belezas naturais, a Chapada abarca uma diversidade grande de fauna e flora. São mais de 50 tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras, além de espécies animais raras, como o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, porco-espinho, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de pássaros e cobras. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado na década de 80 do séc. XX, atua como órgão protetor de toda essa exuberância.
 
Ituaçu - Chapada Diamantina - Bahia
Ituaçu é um muncípio brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2006 era de 17.833 habitantes. ITU(queda d`água) açu (grande, maior)
Ituaçu é um dos municípios turísticos da Bahia, Geográficamente está situada na Serra Geral, é a entrada sul para a Chapada Diamantina. Dista da Capital baiana 470 km. O acesso se dá pela rodovia BR-324 e BR-116, após o municipio de Milagres 30km entrando por Nova Itarana, Maracás, Contendas do Sicorá e na BA-142 passando por Tanhaçu.
 
História
Também conhecida como Portal da Chapada, por sua localização estratégica, aqui você encontra um “menu” de opções para o turismo. São várias opções de trilhas, esportes radicais, cavernas, diversidade da flora e o clima acolhedor de seus habitantes. Ainda pouco difundido entre os roteiros tradicionais, ela atrai simpatizantes e apaixonados por desbravar a Natureza ainda intocada. A cidade é acolhedora, arborizada com praçinhas e muitas histórias. A arquitetura colonial proporciona o sentimento de mergulho ao passado, ruas estreitas e coloridas, calçamento de pedras e paralelepípedos nas quais é fácil imaginar os tempos áureos de tropeiros e senhores feudais. Alguns casarões ainda mantêm sua forma original, é nosso patrimônio histórico mostrando a sua fachada. A cidade tem “arte” nas veias. Aqui nasceu o cantor e compositor Moraes Moreira. Gilberto Gil também escreveu sua história em Ituaçú, ele passou boa parte de sua infância e juventude. Outro ponto encantador é o artesanato local, que usam como matéria-prima: madeira, sementes, papel, palha, pedra, trapos, garrafas pet, etc.. sem falar das bordadeiras que confeccionam “enxovais” de encher os olhos. E como um dos maiores prazeres é comer, seu paladar apurado não vai se decepcionar com a culinária local. São doces caseiros, sequilhos, povilhos, bolos, refogados, “cortadinhos” e tantas variedades que fica difícil listar. Aqui, você encontra também massagistas, rezadeiras, medicina alternativa natural além da paixão do brasileiro, o futebol, com um estádio espetacular de grama natural. Sejam bem-vindos, desfrute com respeito dos recursos naturais, pois assim, você e seus descendentes poderão voltar amanhã.
Por volta do século XVII, às bandeiras portuguesas faziam expedições no interior da Bahia em busca de riquezas minerais como ouro e principalmente diamante. Os bandeirantes encontraram uma natureza de cenário deslumbrante destacando-se pelas formações semelhantes a uma mesa ou uma chapa, este lugar batizado como Chapada Diamantina hoje não tem mais o brilho dos diamantes, porém ainda mantém a sua beleza e rica história. As expedições dos sertões eram festivas e carregadas de esperança, participavam muitas pessoas às vezes chegavam a 800 aventureiros, entre mercenários e auxiliares. Os últimos preparativos eram: missa campal solene, sermões, aconselhamentos, testamentos e despedidas. Essas expedições desde início eram chamadas de “Bandeiras” e os indivíduos que participassem dela “Bandeirantes”. Os bandeirantes tinham como bússola as estrelas, direção os rios e montes e como informação os brasilíndios. O ameríndio já praticava o bandeirismo por instinto, Pois eram quase sempre nômades e grandes conhecedores dos perigos das selvas e dos hábitos de convivência entre as tribos, aliando-se a isto os propósitos dos conquistadores de riqueza que queriam abrir as primeiras trilhas na imensidão brasileira. Em muitas dessas trilhas encontraram o portal da chapada onde inicia a identificação da região diamantina especialmente do Brejo Grande cujo originalmente seu território era habitado por índios maracaiares e tapajós, nas margens do Rio das Contas. A região foi explorada, dentre outros, por André da Rocha Pinto, a partir de 1720.Em 1862 passou à condição de distrito do Brejo Grande e em 1867 é elevado à condição de Município, com o nome de Nossa Senhora do Alívio do Brejo Grande, instalado no ano seguinte como cidade, com o nome de Ituaçu.Relacionados ao conhecimento da terra, surge as mais belas histórias de lutas e conquistas que fizeram a história local deste Brejo Grande querido Os bandeirantes mantiveram sempre as suas características próprias, vivendo em condições extremamente difíceis. Seu equipamento quase se reduzia ao gibão de armas, couraça de couro cru, acolchoado de algodão, para amortecer as flechadas dos índios. Também levavam machado, enxós, foices, facões e os importantes instrumentos de mineração e apetrechos de pesca. Usavam perneiras de pele de veado ou capivara e andavam quase sempre descalços; quando montados, ostentavam nos pés nus grandes esporas. Entretanto os chefes usavam botas e chapéus de aba larga que ajudaram, ao longo dos tempos, a firmar uma imagem de guerreiro forte e destemido. De modo geral os bandeirantes não levavam provisões, mesmo nas viagens longas. Apenas cabaças de sal, pratos de estanho, cuias, guampas, bruacas e as indispensáveis redes de dormir. Quando lhes faltavam os peixes dos rios, a caça, as frutas silvestres das matas, o mel, o pinhão e o palmito das roças indígenas, alimentavam-se de carne de cobra, lagartos e sapos ou rãs. Se a água faltava, tentavam encontrá-la nas plantas, mascavam folhas, roíam raízes e, em casos extremos, bebiam o sangue de animais. Antes de tudo, entrar no sertão exigia muita coragem e capacidade de improvisação. O combate na selva era sempre agressivo. O grande número de árvores e arbustos tornava impraticável a luta à distância. As escopetas e os arcabuzes valiam num primeiro momento, mas não havia tempo para recarregá-los. Muitos aprenderam o manejo do arco e flecha que, nesses momentos, tornavam-se muito mais eficientes. Em meio à luta era preciso também ter destreza com o punhal e às vezes valer-se das próprias mãos, no corpo-a-corpo inevitável. As condições eram tão rudes que os homens muitas vezes morriam entre uma viagem e outra. Há notícias que em 1793, o capitão-mor Marcelino Coelho, dá combate aos primitivos habitante de Brejo Grande, depois de 1806, não se tem notícias de outras Expedições Sertanistas de iguais feitos ao agreste baiano. Assim como os bandeirantes André do Rocha Pinto, Joaquim da Rocha Pinto, Sebastião da Rocha Pinto, João da Silva Guimarães, José da silva Guimarães, Raimundo Gonçalves da costa, Antônio Dias Miranda Raimundo dias Miranda, Lourenço da Silva Bragança, Pedro Leolino Mariz e o 4° Vice-Rei da Bahia, Dom Vasco César Fernandes de Meneses, termina a saga do bandeirismo na Bahia Que tem como frente homens indomáveis que tem um autodomínio invejável capazes de atos de bravuras e ferocidades, foram pré-destinados fundando cidades e tornando verdadeiros heróis.
 
Geografia
Originalmente seu território era habitado por índios maracaiares e tapajós, nas margens do Rio das Contas, no lugar chamado de Brejo Grande, primitiva denominação do lugar.
A região foi explorada, dentre outros, por André da Rocha Pinto, a partir de 1720.
Em 1862 passou à condição de distrito do Brejo Grande e em 1867 é elevado à condição de Município, com o nome de Nossa Senhora do Alívio do Brejo Grande, instalado no ano seguinte como cidade, com o nome de Ituaçu.
Turismo site:www.fazendamoendas.com 
 
Cachoeira das Moendas - No Riacho Cainana, com aproximadamente 70 metros de altura. Suas águas são cristalinas e formam lindas piscinas naturais, excelentes para banho, praticas de rapel e SPA holistico. Entranhando-se num belíssimo vale, onde formam poços exuberantes como Poço do Amor e do Pecado. Orquídeas e bromélias enfeitam suas trilhas e inscrições rupestres descrevem sua história. Existe um regulamento interno, taxas e guias para a visitação. A Fazenda fica a 2 km da cidade
§  A gruta da Mangabeira - É um dos maiores esplendores da Chapada Diamantina, com 3.230m de extensão, dos quais 850m são iluminados por um sistema com efeito cênico, dividido em seis circuitos.
§  Serra e Bica da Água Preta - Oferece várias opções como o Poço do Violão e o do Coração.
§  Cachoeira do Rio Mato Grosso - A 2 km da cidade, o rio forma vários poços ( das Moças, dos Olhos, do Perau, da Amizade, do Ouro, Piscina Olímpica ) e pequenas cascatas.
§  Passagem Grande - Um rio afluente do Mato Grosso junta-se a outros e descem as serras dos gerais, formando um verdadeiro santuário. De águas muito limpas e vegetação praticamente intocada.
§  Morro do Ouro - Apesar da dificuldade da escalada, a recompensa será um espetáculo aos olhos.
 
Municípios limítrofes
Norte: Jussiape e Barra da Estiva
Sul: Brumado e Tanhaçu
Leste: contendas do Sincorá e Tanhaçu
Oeste: Rio de Contas e Brumado